Cirurgia Antiglaucomatosa ou Trabeculectomia

Cirurgia Antiglaucomatosa ou Trabeculectomia

As Cirurgias para o Glaucoma ou Anti-glaucomatosas tem como objetivo a diminuição e o controle da pressão ocular. Estas cirurgias buscam evitar a progressão das lesões no nervo óptico e consequente preservação da acuidade visual. A técnica cirúrgica mais utilizada é a Trabeculectomia, que consiste em criar um canal alternativo de drenagem do humor aquoso (líquido intraocular) para melhor controle da pressão ocular.

QUAIS SÃO AS INDICAÇÕES DA CIRURGIA?

A cirurgia é indicada nos casos de Glaucoma em que a pressão ocular não consegue ser controlada com o uso dos colírios.

QUAIS SÃO OS PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS?

Além da Trabeculectomia, existem outras técnicas como a aplicação de laser e os implantes de drenagem, técnicas usadas na Cirurgia do Glaucoma Congênito, entre outras.

A CIRURGIA CAUSA DOR?

Não, a Cirurgia para Glaucoma é realizada sob efeito de anestesia. No pós-operatório, o paciente poderá apresentar discretos sinais de desconforto ocular, como sensação de olho seco ou como se tivesse um pequeno grão de areia nos olhos.

HÁ ALGUM RISCO?

Todo procedimento cirúrgico apresenta potenciais riscos de complicação e estes riscos dependem da gravidade do Glaucoma. Quanto mais avançado e grave for o Glaucoma, maior o risco de complicações. Felizmente são relativamente baixos quando comparados ao seu benefício. É importante compreender que o Glaucoma é uma doença grave e que se não houver um controle da pressão ocular ou o paciente faz a cirurgia ou a evolução para perda da visão é certa.

QUAL O TEMPO DA CIRURGIA E DA RECUPERAÇÃO?

O tempo de cirurgia depende da técnica utilizada, mas dura em média 40 ou 50 minutos. A recuperação pode variar de poucos dias a algumas semanas, pois dependerá também da técnica utilizada e se a cirurgia foi feita isolada ou associada à cirurgia de catarata por exemplo.

ORIENTAÇÕES AO PACIENTE:

  • Após a cirurgia o paciente deve ter os cuidados básicos de higiene e usar colírios conforme orientação do cirurgião por um período aproximado de 30 dias.
  • É importante entender ainda que como toda doença crônica, mesmo após uma cirurgia bem sucedida o acompanhamento deve ser contínuo e permanente.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Glaucoma é a segunda principal causa de cegueira no mundo. O diagnóstico precoce é importante para o controle da doença.

O QUE É GLAUCOMA?

Glaucoma é uma doença do nervo óptico que leva a perda do campo visual. Normalmente esta doença é causada por aumento da pressão dentro do olho, que leva a destruição progressiva das células nervosas da retina e alteração do nervo óptico. A doença também pode ser ocasionada por outros fatores, como, por exemplo, a redução do fluxo sanguíneo que chega ao nervo óptico. Por meio de exames, o oftalmologista consegue detectar a doença precocemente, evitando a destruição das células que formam o nervo óptico.

SINTOMAS DO GLAUCOMA:

Na maioria das vezes, o Glaucoma não apresenta sintomas no início. A doença desenvolve-se lentamente, sem que a pessoa perceba a perda da visão. Um dos tipos do Glaucoma, chamado agudo, aparece subitamente, com dor e vermelhidão no olho, visão embaçada, náusea e vômitos, porém é mais raro. Recém-nascidos também podem ter Glaucoma, que pode ser percebido pelo lacrimejamento, sensibilidade exacerbada à luz e aparência de olho “grande”.

GLAUCOMA TEM CURA?

O Glaucoma não tem cura, por isso, é importante que a doença seja descoberta em suas fases iniciais para que não chegue à cegueira irreversível.

TRATAMENTO:

Para reduzir a pressão intraocular, e, consequentemente, a progressão da doença, o tratamento é iniciado com medicamentos. Se o tratamento com o uso de medicamentos não apresentar resultados satisfatórios, é indicada a cirurgia. O tipo e o estágio de Glaucoma determinarão qual será a melhor técnica cirúrgica: métodos convencionais ou a laser. Podem, ainda, ser necessárias mais de uma cirurgia para se obter o resultado adequado.

DICA: Mesmo sem queixas oculares, é impreterível que consultas periódicas sejam realizadas, para que o oftalmologista consiga detectar o glaucoma em fases iniciais assintomática.

26 de julho de 2016